quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tipos de Médiuns

Médiuns de Efeitos Físicos – são aqueles que, consciente ou inconscientemente, contribuem para a produção de fenômenos materiais visíveis ou audíveis, tais como deslocação e movimento de corpos materiais, ruídos, transportes, materialização, voz direta, etc. São chamados Facultativos quando conhecem a aptidão que possuem e Involuntários quando participam sem o concurso da própria vontade da produção dos fenômenos. Esta última aptidão tanto se verifica nos adultos como também nas crianças.
Médiuns Audientes - são os que ouvem a voz dos espíritos. Tais vozes algumas vezes são interiores, outras vezes fazem-se ouvir claramente do exterior. Podem conversar com os espíritos e até reconhecê-los pelo timbre de voz.
Faculdade agradável quando o médium somente ouve espíritos bons, mas importuna quando a voz é de espíritos atrasados que lhe falam coisas desagradáveis e às vezes até mesmo inconvenientes.
Médiuns Falantes – são os médiuns de incorporação, nos quais os espíritos atuam diretamente sobre os órgãos vocais. Se a incorporação for total, o médium não tem consciência do que diz e pode revelar conhecimentos e idéias que habitualmente não possui.
A incorporação pode variar de intensidade em relação ao envolvimento do médium, chegando ao mínimo quando então temos a inspiração, na qual o médium transmite pela palavra os pensamentos que lhe chegam telepaticamente.
Médiuns Videntes – tais médiuns são dotados da faculdade de ver espíritos, o que tanto pode dar-se no estado de vigília, como no estado sonambúlico. Todas as pessoas dotadas de dupla vista são médiuns videntes. Geralmente estes médiuns vêem com os olhos fechados, o que demonstra que a visão não se faz pelos órgãos materiais, mas sim pelo Perispírito. Esta faculdade é muito comum entre pessoas cegas.
A faculdade de ver espíritos é mais ou menos permanente e isto caracteriza a vidência como faculdade mediúnica. Há videntes que vêem determinados espíritos, podendo descrevê-los, enquanto que outros podem ver todos os espíritos circunstantes.
Médiuns Sonambúlicos – o sonâmbulo pode manifestar dois tipos de fenômenos. O mais comum é aquele segundo o qual ele age sob a influência do próprio espírito que sendo mais livre melhor se manifesta. Neste estado descreve o que vê e pode até mesmo ver outros espíritos e com eles conversar. Por outro lado o espírito que se comunica com um médium comum pode fazê-lo por intermédio de um sonâmbulo, já que o estado de emancipação da alma facilita a comunicação. A lucidez sonambúlica independe da elevação do indivíduo. A lei do semelhante entretanto faz com que, pela presença de espíritos bons ou atrasados, sejam reveladas as suas qualidades morais.
Médiuns Curadores – a capacidade que algumas pessoas tem de curar sem o concurso de medicamentos, pelo simples olhar, por um toque ou por um gesto, dá-lhes o título acima de médiuns curadores. Tais médiuns emitem fluidos curadores, que reparam os tecidos e órgãos do corpo humano ou podem eliminar influências espirituais causadoras de perturbações orgânicas.
Médiuns Pneumatógrafos – tais médiuns possibilitam a escrita direta. Faculdade muito rara, que se desenvolve pelo exercício, cuja finalidade precípua é demonstrar a influêcia oculta das manifestações.
Médiuns Psicógrafos – são os médiuns através dos quais e pelo cômodo processo da escrita manual, os espíritos se comunicam estabelecendo por vezes relações regulares e continuadas. É uma faculdade fácil de desenvolver-se pelo exercício. Os médiuns psicógrafos podem ser:
Mecânicos – neste caso temos a mediunidade caracterizada pela inconsciência do médium. Este sem a interferência de sua vontade ou do seu intelecto, age como um autômato sob o comando da entidade comunicante, que atua sobre o seu braço da mesma maneira que sobre uma prancheta, uma mesa ou um cesto;
Inspirados neste caso o espírito atuante não impulsiona a mão que escreve, mas transmite ao médium aquilo que deseja que o mesmo escreva. O médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento, o qual não é pré concebido, mas nasce à medida que a escrita vai sendo traçada, e às vezes está fora dos conhecimentos normais do médium;
Semi-mecânico – o médium situa-se num meio termo entre os dois anteriores. Embora sinta impulsos estranhos a lhe influenciar a mão, tem consciência do que escreve.
Os médiuns mecânicos tomam conhecimento do que escrevem, depois do ato consumado; os médiuns inspirados tem conhecimento prévio, enquanto que nos semi-mecânicos o conhecimento desenvolve-se paralelamente com o ato de escrever.

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