Guias
As guias são materiais de trabalho para as entidades, de defesa para os médiuns. Dependendo do material com que é feita, por si mesma contém sua força natural.
As guias não são para serem usadas indiscriminadamente. O uso da guia é aconselhado pela entidade responsável pelo terreiro ou pela entidade que estiver dando consulta. Nenhum médium deve usa-la só porque a acha bonita ou porque gosta.
Ao recomendar o uso da guia, a entidade diz qual o material que deve ser trabalhado, combinando-o com a vibração do médium.
A guia deve ser feita com 123 (cento vinte e três) peças, para ficar com o número base da umbanda que é o número sete.
A conta número um (1), vai ser a primeira conta que representará toda a intenção guia. Somando esse número com a soma dos números 1, 2 e 3 chegamos ao número sete.
As guias devem ser feitas, preferentemente, pelo próprio médium que a irá usar. Depois de pronta deverá passar por um pequeno ritual de imantação com a energia do médium.
O médium que vai trabalhar com essa guia deverá ficar sete dias seguidos sem a tirar. Essas guias deverão ser levadas na cachoeira, no rio, no mar, ou nas pedreiras pois são centros de muita energia.
As energias dos locais em que foram deitadas as guias imantarão as suas forças e servirão de elo de ligação entre entidade e médium que a irá usar.
As guias feitas de miçangas plásticas não são de nenhum valor mágico, nem imantáveis, porque são de material isolante. São ornamentos usados nos terreiros de umbanda, somente para trazer espíritos que ainda se prendem a esses materiais.
O cristal verdadeiro, pouco usado, por ser caro, é o melhor para as guias.
As guias mais imantáveis e produtivas são as de contas naturais – caroços, galhos, coquinhos de vários tipos - porque são de elementos da natureza cheios de energia e altamente imantáveis.
As guias por estarem impregnadas com a energia do médium que as vão usar, deverão ser guardados envoltas em um lenço branco ou envoltório branco.
A guia bem elaborada é um escudo e uma defesa para quem a usa.
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