sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Oração ao Pai Omulu (São Lázaro)

     Divino Pai da Geração, eu Vos peço que abençoe a minha vida, os meus sete corpos, os meus sete campos vibratórios e os meus sete sentidos;
     Que a Vossa Benção paralise toda e qualquer negatividade que pretenda fazer adoecer a minha vida e o meu caminhar;
     Que a Vossa Proteção mantenha viva e saudável a morada da minha alma e do meu coração, para que nenhum pensamento, sentimento, palavra ou ação negativa tenha força na minha existência.
     Divino Pai Omulu, eu Vos peço que me purifique e me ampare, que ampare a minha família, o meu lar e o meu trabalho material e espiritual, e que ampare os meus amigos, para que a Luz Divina esteja sempre viva em nós e em torno de nós.
     Sagrado Pai Omulu, peço também a Vossa Benção, para os meus adversários encarnados e desencarnados, para que neles seja paralisado qualquer sentimento negativo em relação a mim, à minha família ou aos meus amigos. E que, assim, possam eles igualmente manter acesa a Luz Divina Sustentadora da Vida, evoluindo sempre...
Que assim seja!

Você também se preocupa?...

 Um médium iniciante, foi falar com o dirigente do terreiro, estava ansioso em saber algumas coisas:
-Pai preciso saber urgente quem são meus orixás, e com quais entidades vou trabalhar?
-E por quê esta pressa meu filho? Respondeu o dirigente.
-É que eu tenho amigos em outro terreiro e quando souberam que eu estava freqüentando a Umbanda, me fizeram estas perguntas e eu não soube responder.
-Vou te ensinar a resposta, quando te perguntarem novamente responda:
-“Sou filho do Orixá Humildade e do Orixá Caridade, às Entidades com as quais vou trabalhar são Fé, Amor, Paciência, Perseverança”.
O médium ficou olhando sem entender às palavras do dirigente que continuou:
-Na Umbanda não temos de nos preocupar quem são nossos Orixás, temos o dever de cultuar a todos com a mesma Fé e Amor, de nossas Entidades o que menos vai importar é seu nome. Devemos sim nos preocupar em ajudá-las a transmitirem às energias positivas e a Paz para aqueles que às procuram, e nós médiuns é que vamos ajudá-las, de que jeito? Nos preparando quarenta e oito horas antes, nos reservando de aborrecimentos, fofocas, invejas, ciúmes, sexo, nos resguardando de todos os sentimentos ruins, que possa nos atrapalhar a estarmos em paz conosco mesmo. Assim é que os médiuns colaboram com os nossos Irmãos de Luz. A obrigação do médium é preparar o seu interior expulsando tudo de ruim e ler livros com bom conteúdo de paz e conhecimento sobre Mediunidade. É assim a NOSSA UMBANDA!

Abaluaê, Xapanã, São Lázaro

Aprendi que Omulú, Abaluaê e Xapanã são nomes do mesmo Orixá, alguns, no entanto, os separam alegando serem Orixás diferentes. No nosso terreiro os três nomes são adotados sendo Omulú o mais ouvido. Sincretizado a São Lázaro, existem algumas histórias sobre ele. A igreja católica alega ter sido ele irmão de Marta e de Maria e que viveu em Betânia, local próximo a Jerusalém. E quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto há quatro dias, sendo ressuscitado por Jesus em seguida.
A tradição oriental informa que São Lázaro foi bispo de Chipre no ano 900 e os franceses afirmam que ele foi bispo de Marselha e que foi martirizado durante a perseguição de Nero.
A imagem do santo mostra-o de muletas com um cão lambendo-lhe as chagas espalhadas pelo corpo todo. Os nossos irmãos africanos nos ensinaram que Omulú é o protetor contra as doenças e contra a peste, que seu corpo é coberto com uma roupa de palha que lhe esconde as feridas, por esse motivo o sincretismo com São Lázaro ocorreu. Outros o sincretizam a São Roque e outros a São Cipriano.
A Omulú recorrem todos que sofrem de moléstias tidas como incuráveis, o que lhe vale a fama de médico dos miseráveis.
Orixá ligado às linhas de Oxalá e Africana, Omulú e seus seguidores encaminham as almas dos recém falecidos ao mundo espiritual e deles absorve os fluídos e miasmas que exalam de um cadáver. Daí a sua ligação com os cemitérios, aonde se condensam as vibrações desse gênero, bem como, nos cruzeiros em geral, tais como os encontrados nas estradas, nos cemitérios e nas igrejas. Desta forma Omulú é um Orixá que protege e é também uma das portas de conhecimento que se abre para desmanchar magias maléficas.
É necessário muito conhecimento e muita segurança para trabalhar em sua linha vibratória. Quando evocado nos terreiros, a evocação é sempre feita pelos guias, como os Caboclos e os Pretos Velhos, sendo que muitos Pretos Velhos trabalham na vibração de Omulú.
Suas cores são o branco e o preto, o branco simboliza o sentido da pureza espiritual dedicado a Oxalá e nas contas negras está representada a ausência da vida. Omulú não deve ser encarado como algo assustador, porque ele não é. Omulú e seus enviados são atuantes nos cemitérios e impedem o mau uso das energias e fluídos lá depositados, através dos cadáveres sepultados, dispersando na atmosfera esses fluídos e energias que poderiam ser usados por espíritos malignos em seus hediondos trabalhos de baixa magia. Na África ele é o protetor contra a peste, contra a varíola e outras doenças contagiosas.
Nas obrigações a Omulú são normalmente usadas velas brancas ou brancas e pretas (metade de cada cor e evite usar essa vela a menos que saiba como manipular velas. Se não sabe, use somente a cor branca), cravos brancos ou outra flor branca masculina, água pura ou vinho branco doce e repetimos: Orixás não bebem. No Candomblé, são usadas em descarregos de pessoas doentes, a pipoca preparada em azeite de dendê (sem sal). Na Umbanda é raro esse tipo de descarrego, porém, ocorre em alguns templos.
Omulú é evocado nos nossos templos para descarga e cura de doenças de pessoas tidas como desenganadas ou terminais ou ainda, para cura de doenças causadas por feitiços, que não podem ser curadas pela medicina do homem. A evocação deve ser sempre feita pelos nossos Guias, nunca o evoque sem autorização ou sem saber o que está fazendo ou pedindo. Devido a sua ligação com os cemitérios e com os mortos, a evocação de espíritos inferiores pode ocorrer conjuntamente, o que é perigosíssimo.
•Cor ...................... Branco e preto
•Domínios .............. Cemitérios
•Atuação ............... Contra doenças e feitiços
•Saudação ............. Atotô, meu senhor
•Elemento ............. Terra

OBS:
O Orixá Omulú não deve ser confundido com a entidade conhecida como Exú Omulú, chefe da linha dos cemitérios da Quimbanda.
Muita confusão ocorre neste sentido, muitos alegam ser o exu e o Orixá o mesmo ser, isso não é verdadeiro. Omulú é um dos grandes Orixás da nossa Umbanda e o exú que adota seu nome é simplesmente o exú que desenvolve os seus trabalhos nos cemitérios.
O Exú Omulú chefia também a linha das almas da Quimbanda, cujo local de atuação são os cemitérios e os cruzeiros, a cor predominante dessa linha é o cinza escuro e não o conhecido vermelho e negro. Os videntes sérios que conheci informaram que as entidades chefiadas por esse exú apresentam-se com garras, chifres e o corpo coberto de pêlos e a sua especialidade é causar a morte violenta, as doenças que a medicina do homem não compreende, não detecta e não consegue curar.
Já vi ignorantes comparecerem aos cemitérios no dia de finados, vestidos de branco levando obrigações ligadas ao Orixá Omulú e ao mesmo tempo matando animais nessas obrigações, imbecis que nada sabem tanto do Orixá quanto do exú, com certeza acertarão contas no futuro, com ambos.


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Vidência e Clarividência

   Ainda são muitíssimo raros os médiuns clarividentes no Movimento Umbandista e em outros sistemas filoreligiosos também.
(muitos poderão dizer que conhecem muitas pessoas que tem esse dom, mas devemos ficar atentos a essa abundância e saber distinguir o que é e o que não é real). Muitos dos médiuns, infelizmente, ainda são providos da tola vaidade e dizem que viram essas ou aquelas entidades e acabam mistificando, ou pior criando imagens distorcidas que ficam plasmadas na mente das pessoas, isso quando não se transformam em imagens de gesso esdrúxulas e ridículas, que nada tem haver com as entidades. 
      Essas confusões só contribuem para aumentar as deturpações e afastar as pessoas de bom senso do verdadeiro Movimento Umbandista.
Como se processa a VIDÊNCIA:
Ocorre por meio de elevados mecanismos ondulatórios, onde a entidade envia seu fluido de ligação com os núcleos vibracionais superiores do médium, ativando assim a retina física, a qual aguçada interpenetra dimensões até então invisíveis.
O que deve ficar bem claro é que o médium enxerga o que seu mentor desejar e não o que bem entender, com isso afirmamos que ninguém vê o plano Astral a todo o momento, algo que muitos querem tornar trivial.
A vidência embora seja vista como se fosse com os olhos físicos, pode ser apenas uma imagem que foi projetada (como uma imagem de TV).
Já a CLARIVIDÊNCIA:
É uma vidência interiorizada, há uma ativação do mentor no que equivale no físico às glândulas epífise e hipófise.
Sutilíssimos transmissores do cérebro são ativados para que o médium, mesmo de olhos abertos, veja quadros, cenários, pessoas, objetos, entidades e etc. (a clarividência foi um dos sentidos bloqueados, como já vimos).
Na Clarividência o mentor projeta na região QUIASMA ÓPTICO do médium uma espécie de tela panorâmica, onde o médium consegue vislumbrar dentro de si os mais diferentes cenários e encenações, com as mais variadas personagens.
Às vezes são ativados também seus núcleos intermediários, quando há necessidade de que veja certas imagens suas em outras encarnações.
Há entidades que se utilizam também do chamado "COPO DA VIDÊNCIA" é um copo comum que contém água e um cristal (é um condensador de luz astral e um catalisador de certas imagens, as quais impressionam a retina do médium). A estaticidade da água com o cristal transparente em seu interior facilita a projeção dos fluidos, podendo também as imagens ali se projetar.  
Bom, como vimos não é tão simples e tão abundante nos médiuns atuais, portanto devemos nos precaver diante de tantos médiuns videntes né?

Pai Joaquim de Aruanda

Caboclo Tupinambá

Sim, sua vida espiritual vai bem à medida que você observa, analisa e
lapida seu comportamento, suas ações, pensamentos e principalmente seus
julgamentos, frequentemente precipitados e equivocados, a respeito das
pessoas e daquilo que ainda está por vir.
Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência
espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em
muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda,
enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você
escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e
arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao
contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo
transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho
enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te
emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te
curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te
relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza
das crianças.
Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes
ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao
final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também
forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar
facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você
preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote ."
Sr. Caboclo Tupinambá
Saravá!
Autor: Rodrigo Queiroz

Caboclo Cobra Coral

Foi um índio de origem asteca. Ele é o guia chefe do Terreiro. Na Umbanda ele trabalha na vibração de Xangô, que está presente no cume das pedreiras, nas cachoeiras e nas matas.
Quando falamos do Caboclo Cobra Coral, falamos também da supremacia da Umbanda, que é uma religião, formada dentro da cultura religiosa brasileira incluindo vários elementos, inclusive de outras religiões. Foi no Brasil que os espíritos indígenas de diferentes posições geográficas encontraram dentro de uma Espiritualidade a verdadeira oportunidade de evolução.
Na língua portuguesa, o significado de caboclo é o mestiço de branco com o indígena. A história oficializou o início da Umbanda no Brasil em 1908, com a incorporação do Caboclo Sete Encruzilhadas, porém foram encontradas publicações de que em 1890, o Caboclo Cobra Coral era incorporado por um jovem de 16 anos e que praticava a caridade conforme os fundamentos da Umbanda. O Caboclo Cobra Coral, como todo caboclo, conserva a vibração primária de Oxossi, porém com grande atuação na vibração original da linha de Xangô, que no sincretismo religioso corresponde ao São Jerônimo, representante da Justiça divina, da lei Karmica, é o dirigente das almas, o senhor da balança universal que fortalece o nosso estado espiritual.
Cobra Coral é um índio tranqüilo e sábio, profundo conhecedor das magias e das curas. Conhece os segredos dos animais peçonhentos, sua imagem é de um cacique alto, traz um tacape na mão esquerda e uma cobra coral na mão direita e outra na cintura. Ele não é apenas famoso no mundo físico, também no plano espiritual se conhece bem a sua fama. Muito temido pelos espíritos de ordem inferior, sendo conhecido no submundo astral como “O Grande Cobra Coral”. No submundo astral muito espíritos inferiores e chefes de agrupamentos têm verdadeiro pavor em encontrá-lo. No mundo dos grandes mágicos e magos, ele é conhecido como “O mago do Cajado da Cobra”.
Cobra Coral chefe da falange de origem asteca, foi a encarnação do físico e astrônomo Italiano Galileu Galilei no século XVII, considerado o pai da matemática e do ex-presidente norte americano Abraão Lincoln. A sua última encanação foi no norte do Brasil, na cidade de Cercania fronteira do Pará. O Caboclo Cobra Coral, é o emblema da pureza e da magia. A fé que habita em cada um de nós é particular. Ela cresce se solidifica, e os anos mudam o nosso caráter e cria comportamentos que irão nos diferencias por toda a nossa vida.

 

Caboclo Pantera Negra

No rico universo místico da Umbanda, existem entidades pouco conhecidas e estudadas.  Com o tempo, é natural que algumas delas sejam esquecidas por nós. Uma delas é Pantera Negra, celebrado por uns como caboclo e por outros como exu.
Seu Pantera era mais conhecido pelos umbandistas de antigamente, quando
muito terreiro era de chão batido, caboclo falava em dialeto, bradava alto e
cuspia no chão.
Nas sessões ele comparecia sempre sério, voz de trovão, abraçando bem
apertado o consulente que atendia. Não gostava muito de falatório, queria
mesmo é trabalhar.
O tempo foi passando e raramente o encontramos nos centros, tendas e outros agrupamentos de nossa Umbanda. Aonde terá Seu Pantera ido?
O falecido Pai Lúcio de Ogum (Lúcio Paneque, de querida memória), versado
nos mistérios da esotérica Kimbanda, que se diferencia da popular Quimbanda e está distante da vulgar Magia Negra, dizia que Pantera Negra era chefe de uma Linha de Caboclos que atuam na Esquerda.
Estes caboclos, explicava Pai Lúcio, eram espíritos oriundos de tribos
brasileiras muito isoladas e desconhecidas, ou de tribos das ilhas do
Caribe, Venezuela, México e mesmo dos Estados Unidos.
Índios fortíssimos, arredios e alguns até brutos, as vezes gostam de marcar
seus “cavalos”, ordenando que coloquem na orelha uma pequena argola e no
braço uma espécie de pulseira de ferro.
Ainda costumam receber suas oferendas em encruzilhadas na mata, na
vizinhança de uma grande árvore. Podem ser assentados em potes de barro com ervas especiais, terra de aldeia indígena e outros elementos secretos, que são consagradas por sacerdotes iniciadas nos mistérios destes espíritos.
Pai Lúcio ainda dizia, que a maioria dos médiuns destes caboclos são homens.
Os mais conhecidos, além de Pantera Negra, são : Caboclo Pantera Vermelha, Caboclo Jibóia, Caboclo Mata de Fogo, Caboclo Águia Valente, Caboclo Corcel Negro e Caboclo do Monte.
Alguns irmãos umbandistas conhecem estes trabalhadores astrais, com o nome de Caboclos Quimbandeiros.
Pantera Negra aparece como caboclo e exu, mesmo fora da Umbanda. Na região Sul do Brasil, principalmente, o encontramos dentro de um grupo muito especial, chamado de Caboclos Africanos.
Ali ele se manifesta com o nome de Pantera Negro Africano, ao lado de
Arranca-Caveira Africano, Arranca-Estrela Africano e Pai Simão Africano,
entre outros.  A maneira de atuar destes entes é muito parecida com a dos
Caboclos Quimbandeiros, sendo confundidos com frequência.
Alguns adeptos e médiuns que trabalham com estas entidades, acreditam que é o mesmo Pantera.
Porém Seu Pantera Negra vai além. Seu culto é encontrado nos Estados Unidos e no Caribe, como tive a oportunidade de conhecer, dentro do Xamanismo Nativo, Santeria Cubana (ou Regla de Ocha) e Palo Monte.
Lembro de David Lopez, um santero de Porto Rico. Quando ele fez  dezesseis
anos, sua tia, Dona Carita, o levou a uma festa de Orixá e ali ele desmaiou.
Aconselhado por um babalawo, David resolveu fazer o santo. Antes da
iniciação para seu Orixá, como de costume no Caribe, foi celebrado um ritual em honra aos ancestrais (eguns).  Na celebração, incorporou em nosso amigo um espírito de índio bravíssimo…  Batia muito no seu magro peito e
vociferava como se estivesse em uma guerra.  Quando foi pedido o seu nome,disse o indígena: sou Pantera Negra!
Vi o mesmo tipo de transe aqui no Brasil, em raros médiuns de Seu Pantera,
como o querido irmão Mário (Malê) de Ogum, sacerdote umbandista.
No Haiti ele é conhecido como Papa Agassou (Pai Agassou) e aparece como uma negra pantera e não mais como índio.
A tradição considera que ele veio da África, da região do antigo Dahomé,
onde era celebrado como totem e protetor da Casa Real. O primeiro nobre
desta linhagem, contam os mais velhos, foi um homem-fera, pois tinha pai
pantera e mãe humana.
Agassou é muito temido, pois é profundamente justo e não perdoa os fracos de caráter.  Poucos médiuns conseguem suportar a incorporação dele ou de outros espíritos da família das panteras. É necessária muita preparação, firmeza de pensamento e moralidade. Do contrário, e isto realmente acontece, o médium começa a sangrar muito durante a incorporação. É terrível.
Em outras ilhas do Caribe, também encontramos seguidores de Pantera Negra..
Alguns o invocam como espírito indígena e outros como uma força africana,
meio homem, meio felino.
No Brasil, ouvi as mesmas recomendações de pessoas que cultuam ou trabalham com Pantera Negra.  Pai Lúcio me disse, que os aparelhos de Seu Pantera não costumavam beber, falar demais ou serem covardes. Eram disciplinados,verdadeiros guerreiros modernos.
Em certos rituais de Pajelança Cabocla, podemos ouvir o bater incessante do
maracá e o chamado do pajé, que canta:
*YAWARA Ê!*
*YAWARA Ê!*
*HEY YAWARA,*
*YAWARA PIXUNA,*
*PIXUNA Ê, YAWARA,*
*YAWARA, YAWARA!*
Yawara Pixuna, quer dizer Pantera Negra. Alguns traduzem como Onça Negra. O canto acima, pode ser utilizado para afastar espíritos maléficos, que fogem ao ouvir este nome mágico.
Caboclo ou Exu, Pantera ou Onça, brasileiro ou estrangeiro, ele é mais um
mistério que Zambi animou.  O tempo passa, mas Pantera Negra ainda persiste.
SALVE PANTERA NEGRA!
*Edmundo é Teólogo especialista em religiões Afro-Caribenhas,*
*o que é fruto de uma vida dedicada ao estudo superior e livre das religiões.*
*Este conteúdo faz parte do curso que **Edmundo vai ministrar  sobre o
universo da Kimbanda.*